online marketing* * Alma da minha poesia <> <> <> Sopros da minha magia * *
* Esta minha poesia * Simples como o meu valor *
* São os sopros da magia * Com que descrevo o amor *
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Dedico este blogue aos que me compreendem... aos que me aceitam com defeitos e virtudes... e aos que me ajudam a existir e a SER FELIZ
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Visite o blogue > FADOS do FADO > http://fadosdofado.blogspot.com/
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*LIVRO de VISITAS*
A ausência do LIVRO é a unica forma de evitar que pessoas mal formadas possam *covardemente* descarregar frustrações
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... os poetas escrevem para a voz do povo ...
se gosta d'algum dos temas que aqui publiquei, e se entende que a minha poesia é digna da sua alma fadista, não hesite...
CANTE-ME
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Paredes de fado

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As paredes do meu quarto
Continuam revestidas
Com imagens do passado;
Confesso que não me farto
De as ver tão coloridas
E com tanto cheiro a fado
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Cada imagem tem a cor
Duma singular memória
Que meu peito conservou
Parecem fados d'amor
Que tiveram tanta glória
E o tempo não apagou
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Quando me sinto magoado
Desamparado e vazio
No meio da solidão
Fico no quarto, fechado
Fitando horas a fio
As imagens que lá estão
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E quase sem dar por isso
Algo me faz viajar
Pelas memórias d'outrora
Ai que agradável feitiço
Que me ajuda a suportar
O tempo que vai lá fora

Julho de 2010

Berço de fado

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Tens sempre para nos dar
O encanto que tem o mar / Assim que a noite acontece
Com rara soberania
Vais pondo aromas no dia / Sempre que o sol aparece

Tens o enorme talento
Dum poema ternurento / Escrito pelo Ary
Quase que tenho a certeza
Que o fascínio da beleza / Foi inventado por ti

Meu paraíso, minha pátria verdadeira
Nobre e leal mensageira
Dum amor abençoado
Meu paraíso, berço da maior nobreza
Na tu'alma portuguesa
Moram os sonhos do fado

Tu és voz que surprende
Quando ninguém compreende / Os fogos da tua dôr
Tu és voz que se levanta
Sempre que a saudade canta / Versos dum perfeito amor

Tu és voz mistificada
Que entoa na madrugada / Hinos de céu e d'espaço
Uma voz de raro brilho
Qual mãe que pariu um filho / E o aperta num abraço

Julho de 2010

Se te procuro no tempo

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Se te procuro no tempo
Sou um porto sem abrigo
Sou uma nuvem sem cor;
Sou alma gémea dum vento
Que soprando, traz consigo
Um gemido sofredor

Se te peocuro no fogo
Que tenho, porque te quero
E me queima de desejo
Sou prece, mas já não rogo
Sou um fado em desespero
No desespero dum beijo

Mesmo que nunca te veja
Nos vitrais dum coração
Que por ti bate tristonho
Quero que o sol te proteja
E em nome desta paixão
Te coloque no meu sonho

Maio 2005

Alma rasgada

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Rasguei a alma por dentro
Para que a lei do meu tempo
Não me fosse tão nefasta
E fui aos livros do mundo
Beber um verso fecundo
Mesmo com a alma gasta

Fui ao fundo do meu sonho
Beber um verso risonho
Que nem sempre tem sabor
Voltei de mão estendida
E foi pela mão da vida
Que a vida me fez melhor

Reencontrado e feliz
Reneguei o que não quis
Para aceitar o que sou
Agora só me procuro
Quando quero que o futuro
Tenha a rima que lhe dou

Maio 2011

Árvore do amor

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Percorro a floresta dos sentidos
Em busca do meu fruto apreciado
De repente, um som penetra os meus ouvidos
Num tom quase parecido ao som do fado

Meus olhos se projectam na floresta
Minh'alma se projecta no além
Meu corpo se projecta em amor-festa
Nos braços dum amor que ninguém tem

Despindo o preconceito e a timidez
Mergulho em devoção e avidez
Na floresta que tenho ao meu dispor

Na árvore do prazer que vou trocando
Vou amando... e amando vou gerando
Um jardim p'ra minha Árvore do Amor

Soneto escrito em Geneve a 15 de Junho de 2011

As liberdades do amor

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Numa noite diferente
Em que a lua docemente
Desceu num sonho perdido
Descobri naturalmente
Que a quem ama loucamente
Quase tudo é permitido

É permitido sonhar
É permitido inventar
Novas formas de prazer
É permitido também
Mostrar a força tem
Um amor a florescer

Também nos é permitido
Usar um sonho florido
P'ra construir um castelo
Num jogo de mal e bem
É proíbido, porém
Matar o sonho mais belo

Por culpa tua

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Por culpa tua
Sou peregrino do tempo
Por culpa tua
Sou ave sem beiral certo
Por culpa tua
Sou uma voz em lamento
Sou prece lançada ao vento
Travessia do deserto

Mas mesmo assim sou feliz porque te vejo
Mas mesmo assim sou crença que vai durar
Mas mesmo assim sou boca que quer um beijo
Sou talismã dum desejo que veio para ficar

Por culpa tua
Sou verso de rima incerta
Por culpa tua
Sou poema intemporal
Por culpa tua
Sou uma janela aberta
Sempre que a manhã desperta
Trazendo outro dia igual

Mensagem para a natureza

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Em nome da vergonha descarada
Que se passeia nos campos da tristeza
Peço perdão á árvore mutilada
Pela mão assassina da frieza

Em nome da vontade descabida
Com que o homem maltrata a raro preço
Peço perdão á árvore despida
P'la força reprovável do progresso

Em nome dos que pouco representam
Mas que teimam em querer subir demais
Peço desculpa ás árvores que aguentam
Tempestades, horrores e vendavais

Em nome da justiça universal
Que defende o espaço verdejante
Tentarei aniquilar a mão do mal
Para poder abraçar o semelhante

Geneve, 16 de Junho de 2011

A saga dos 50

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Já passei os 50... 50, que pavor
Quando chegar aos 80... Deixo de fazer amor

Já passei os 50... 50, que pesadelo
Quando chegar aos 80... Deixo crescer o cabelo

Já passei os 50... 50, que blasfémia
Quando chegar aos 80... Vou ser o Rei da Boémia

Já passei os 50... 50, que desconforto
Quando chegar aos 80... Vou dedicar-me ao desporto

Já passei os 50... 50, que coisa má
Quando chegar aos 80... Só me deito de manhã

Já passei os 50... 50, que coisa linda
Quando chegar aos 80... Quero mais 60 ainda

Já passei os 50... 50, que fase altiva
Quando chegar aos 80... Quero 80 e muito IVA

Já passei os 50... 50, ou vai ou rebenta
Mas quero ter mais 60… Quando chegar aos 80
Quando um tipo se aguenta... Só morre aos 140

Já passei os 50... Meio século, afinal
Chegando aos 140... Ou morro a bem, ou a mal

Já passei os 50... Sem que os anos me maltratem
Antes dos 140... Não morro nem que me matem!

Outubro de 2008

Na casa do fado

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Naquela casa aonde o fado mora
A nossa até alma chora

Quando o fado lá não está
Naquela casa aonde o fado é gente
Há um sonho diferente

Que só o fado nos dá

Naquela casa aonde o fado entoa
Há uma voz que apregoa

A saudade aos quatro ventos
Há sonhos lindos, solidão e dôr
E p'la voz dum grande amor

Há mais cor nos sentimentos

Na casa do fado tudo tem mais cor
E a luz do amor é mais divinal
Na casa do fado tudo é poesia
Tudo tem magia, tudo é mais real


Naquela casa aonde o fado mora
O ciúme não devora

Nem sequer faz padecer
Naquela casa aonde o fado é rei
O silêncio tem a lei

Que toda a alma requer

Naquela casa aonde fado é esperança
Ninguém tem a importãncia

Que um grande poema tem
A poesia ocupou seu tono
E o sentimento é dono

Dos fados de mal e de bem

Maio 2008

Poema em decrescente

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Este amor de perdição... e de verdade
Que baila na nossa voz... enternecida
É o rio do coração... e da saudade
Em busca de nova foz... no mar da vida

Este amor de redenção... ou de pecado
É a corrente do norte... e do futuro
Qual poema em oração... verso dum fado
Qual trevo feliz da sorte... em amor puro

Este amor intemporal... que nos seduz
Pulsando na hora certa... por magia
É uma tarde outonal... cheia de luz
É saudade que desperta... em melodia

Este amor que tem consigo... p’ra nos dar
A rima que tudo diz... naturalmente
É um poema d’amigo... a despertar
Na alma dêste país... em decrescente

Fevereiro de 2007

Roseirais poéticos

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Cantarei versos d’amor
Ao compasso tentador
Do beijo que trocaremos
Verás, com bastante agrado
Que moram neste meu fado
Muitos dos sonhos que temos

Cantarei versos de vida
Com a força desmedida

Dum grito na madrugada
Assim farei renascer
O mais lindo entardecer

Duma paixão encantada

Cantarei versos d’esperança
Pela voz duma criança

Que sonha crescer feliz
Crescer depressa demais
É plantar roseirais

Nas ruas do meu país

Janeiro 2009

Minha nau de fado

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Minha cidade, minha nau de fado
Meu vendaval de sonho e de maré
Suprema voz do mar encapelado
Com ondas de ternura em mar de fé

Meu berço de poetas sonhadores
Cantando a voz do sonho em maresia
Padroeira d’amores e desamores
Mensageira maior da poesia

Minha cidade, minha luz futura
Minha esperança, meu regaço forte
Meu trevo-talismã da boa sorte
Presença do amor que se procura

Meu hino de louvor, minha alvorada
Meu grito, meu alerta, meu aviso
Donzela eternamente enamorada
Perfumada na luz dum bom sorriso

Dezembro 2008

Palavras de fogo

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Nos sonhos que te dedico
Existem trovões, que são
Suspiros de voz calada
Se te sonho, apenas fico
A suspirar de paixão
E com a mente parada

Procuro ver-te, sem ver
Que o medo de te perder

É um sufoco medonho
Imagino que sem ti
Sou poema sem Ary

Sou verso que não componho

Nos meus sonhos tão diversos
Ordenados ou dispersos

Mas com rumo anunciado
Andam palavras de fogo
Fazendo da vida um jogo

De virtude e de pecado

E sempre que a nossa voz
Sente o desespero atroz

Duma profunda saudade
O fado tem o condão
De trazer ao coração

A luz da felicidade

Março 2008

Loucura doentia

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Quero inventar um novo fado em desespero
Que apenas fale no amor p’ra lá do sonho
Talvez, quem sabe, possas ver quanto te quero
E te revejas nos poemas que componho

Quero também usar a minha inspiração
Para rimar o teu olhar, de qualquer jeito
Talvez escutes o meu louco coração
Bater mais forte nas paredes do meu peito

Quero encontrar a rima certa deste amor
Que mais parece uma loucura doentia
O sol da vida, para mim, só tem sabor
Quando te vejo nos vitrais da poesia

Janeiro 2009

Sufoco

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Já quase não vale a pena
Massacrar a minha mente
Com recordações nefastas
O tempo que me condena
Marca o passado e o presente
Com frases tristes e gastas


Frases que não dizem tudo
Porque teimam esconder

O sufôco que me dói
Sufôco que mesmo mudo
Me vai dando a conhecer

A saudade que destrói

Saudade que vai brincando
Nos palcos onde o amor

Se passeia a bel-prazer
Saudade que me vai dando
Um motivo bem maior

Para amar até morrer


Maio 2010